Se estivéssemos conversando sobre este mesmo assunto há dez ou quinze anos, muito provavelmente você me perguntaria: “mas existe alguma diferença? ”. Isso porque, naquela época, a gigantesca maioria dos usuários conhecia apenas duas variáveis dessa equação: a internet discada e a ADSL – a famosa banda larga.

Como eu já disse em diversos artigos anteriores, a tecnologia caminha a uma velocidade enorme e, por isso, a cada ano, mês e, às vezes, até semana, vemos surgir muita inovação. Obviamente com a internet não seria diferente. Aliás, é ela quem dá ferramentas para que essa celeridade aconteça.

Se você me fizer hoje a pergunta “mas existe alguma diferença? ”, eu vou te responder: sim, são muitos pontos a serem considerados.

E o primeiro é que, muitas vezes, sua empresa vai precisar de duas conexões diferentes na operação. Em um mundo no qual as informações são colocadas na nuvem o tempo todo e os servidores estão trabalhando incansavelmente, ficar sem internet – mesmo que por alguns minutos – pode te prejudicar.

Um estudo da União Internacional de Telecomunicações mostra que, entre os anos de 2000 e 2018 (portanto, antes da pandemia), a proporção de usuários da internet a cada 100 pessoas cresceu quase 7 vezes em todo o mundo, chegando a 48% da população conectada. Em países desenvolvidos, esse índice cresce para 81%.

Imagina estar fora desse ambiente por alguns instantes e pense o quanto isso atrasaria suas operações. Complicado, não é?

Além de ter duas conexões, há um outro “pulo do gato” para não perder tempo: a escolha de dois meios diferentes para que a internet chegue até você. Hoje a principal alternativa é a fibra ótica, mas a gente sabe que ela é totalmente física, ou seja, está suscetível às intempéries do cotidiano. Algum caminhão pode enroscar no fio, um transformador pode ter algum problema e aí ela te deixa na mão.

Por isso, a dica é ter uma segunda conexão via rádio, por exemplo. Se der erro na fibra, você tem um backup garantido ali do lado.

Independentemente dessa questão, outro ponto que tem que ser avaliado é se sua empresa necessita de banda larga ou link dedicado. Eu explico como funciona: no primeiro caso, o link é dividido com outros clientes, ou seja, a velocidade contratada não chega diretamente até você e podem ocorrer instabilidades maiores ou menores neste quesito.

Já com link dedicado, a empresa deve te entregar exatamente o que está em contrato. Isso vai depender muito do seu tipo de negócio e suas necessidades no dia a dia.

Em resumo, é sempre bom fazer uma consulta com especialistas, profissionais que estejam por dentro dessas questões, para que as orientações sejam feitas exatamente para o seu tipo de empresa, sempre apresentando os melhores cenários para que você não fique na mão na hora de usar a internet!

 

Eng. Ricardo França

CEO RamalVirtual Telecom